2009

Inicial - Sumário

Atividade artística e de renda

"Teares Alegria" promove oficinas de tecelagem para mulheres da zona rural de Londrina

“Ações que fortaleçam o associativismo entre as pessoas, que favoreça o crescer comunitário, a junção de grupos que busquem benefícios em conjunto e incentive o crescimento coletivo”. O lema proposto ao júri que indicou nomes para o prêmio Top Personalidades na categoria Associativismo é seguido à risca pelo projeto Teares Alegria, que desde 2005 ministra oficinas a crianças, adolescentes e mulheres adultas do distrito do Espírito Santo e do patrimônio Regina, na zona sul de Londrina. Divididas em três turmas, elas aprendem técnicas do tear em pente liço, tear de miçanga, mini tear de pedal, tear de faixas e vários modelos de teares de pregos.
No barracão paroquial do patrimônio Regina e na Escola Municipal Luís Marques Castelo, no Espírito Santo, em diferentes dias e horários, os futuros artesãos produzem peças decorativas, de uso pessoal e utilitários como tapetes, bolsas, cortinas, toalhas, chapéus, centro de mesas, entre outras peças. As oficinas são gratuitas e fazem parte do Programa Rede da Cidadania (Promic), da prefeitura de Londrina. O Teares Alegria é uma das ações do Núcleo Cometa Alegria, que desde 1996 desenvolve atividades artísticas e culturais na zona rural. Registrado como uma Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) em 2002, o núcleo promove ginástica laboral, dança, marcenaria, biblioteca comunitária e contação de história.
A psicóloga Maria Amélia Melo é idealizadora e coordenadora do núcleo e, do Teares Alegria, além de idealizadora e coordenadora, é também diretora artística e professora de tecelagem. Natural de Cambará, mora em Londrina desde 1970. Formada na UEL, Maria Amélia diz que o projeto resgata uma tradição milenar – a tecelagem é uma das formas de artesanato mais antigas que existe – e pretende transformar essa atividade em linguagem de tradição do local. “As oficinas de tear contribuem para valorizar o potencial de criação artística e ajudam no desenvolvimento da capacidade de organização dos grupos que as comunidades possuem”, afirma ela.
Maria Amélia destaca como um dos resultados práticos do projeto, além do envolvimento e do reconhecimento da comunidade local, é a utilização de matéria-prima diferenciada, como fibras e corantes naturais. O Teares Alegria, segundo ela, contribui para mesclar técnicas e matérias-primas disponíveis na região com as técnicas da tecelagem. “Os participantes pesquisam novos materiais e aprendem a produzir peças com taquara, bambu, fibra de bananeira e outros produtos locais misturados com fios e linhas tradicionais”, destaca a coordenadora.
A vantagem é que, além de uma maneira de se expressar artisticamente, os participantes aprendem uma atividade que pode gerar renda. “Por meio das oficinas, eles adquirem conhecimento e experiência necessários para futuramente ter o artesanato de teares como meio de produção independente e significativo.”

 

 

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