Top de Marcas 2011 dividiu a cidade em 15 microrregiões, prospectando informações importantes para as estratégias de construção de marca
A multiplicação das opções de consumo num mercado cada vez mais competitivo e globalizado vem gerando mudanças profundas nas estratégias de marketing e construção de marcas. A hegemonia de grandes marcas deu lugar à estratificação. Isso significa que uma cidade não é mais analisada apenas por seus limites geográficos, mas também por seus eixos de atratividade.
Para captar estas tendências microrregionais, o Top de Marcas 2011 utilizou em seu levantamento de campo a metodologia conhecida como geografia do mercado. A cidade foi dividida em cinco regiões – norte, sul, leste, oeste e centro – e cada uma delas em três microrregiões. O resultado, coletado em 1.067 entrevistas, consegue detectar características de nicho que podem auxiliar executivos de marcas e empresários a aperfeiçoar as estratégias de comunicação e construção de valor da marca.
“O grande objetivo dessa metodologia é buscar, de forma real e isenta, a percepção do consumidor e a lembrança das marcas. É um trabalho mais refinado e que resulta em mais detalhes”, explica Mário Pacagnan, da Litz Estratégia e Marketing, empresa responsável pelo levantamento. ``Hoje, Londrina tem eixos de atratividade regional que dizem mais a respeito das marcas que os limites territoriais´´, ele explica.
De acordo com Pacagnan, a ideia de pensar o consumidor como membro de determinados grupos de relacionamento é importante para a definição do escopo da comunicação. A mobilidade do consumidor o leva a ter contato com volumes importantes de informação de acordo com as regiões da metrópole. Estes aspectos típicos da identidade, cultura e segmentação do consumidor, associados aos elementos físicos do cotidiano dos bairros, definem o sistema conhecido como geografia de mercado.
“Do ponto de vista prático, as condições geográficas naturais ou estruturais de uma região podem constituir uma ameaça ou uma oportunidade”, afirma o especialista. Isso, porque o comércio e a vida urbana vão se organizar no entorno destas condições geográficas, abrindo espaço para os chamados eixos de atratividade ou pólos geradores de tráfego. Estes elementos vêm se somando, cada vez mais, com a análise social, demográfica e cultural tradicional, na hora dos profissionais de comunicação trabalharem a fixação das marcas.
“Um consumidor maduro é aquele morador que conhece as características do bairro e das ruas, e tem a capacidade de transitar por estas paisagens urbanas mentalmente”, detalha Mário Pacagnan. “Ele fecha o olho e é capaz de dizer em quais ruas ou avenidas será mais fácil encontrar determinados tipos de produtos.”
Um elemento importante na geografia de mercado está relacionado à escassez de tempo em meio ao trabalho e outros afazeres do dia a dia. Neste contexto, cresce a importância da lembrança das marcas acessíveis a menores distâncias e tempo de deslocamento a partir do local de trabalho ou de casa.
Um bom exemplo dessa relação, captada pelo Top de Marcas 2011, é o segmento de flores. A Floricultura Shangri-lá, que ficou em primeiro lugar, com lembrança de 12,1% em toda a cidade, sobe para 47,7% na região em que atua.
“Este tipo de informação é fundamental para os empresários trabalharem sua marca e a localização de seus negócios”, diz Pacagnan. “Por isso, a importância do Top de Marcas para cidade. É a mais completa fonte de informações sobre a percepção de marcas em Londrina”, ele avalia.
Números da Pesquisa
Por sexo
Mulheres - 53,5%
Homens - 46,5%
Por região
Centro 1 - 6,1%
Centro 2 - 6,8%
Centro 3 - 6,5%
Leste 1 - 6,4%
Leste 2 - 6,8%
Leste 3 - 5,7%
Norte 1 - 9,1%
Norte 2 - 5,3%
Norte 3 - 5,1
Oeste 1 - 8,3%
Oeste 2 - 6,4%
Oeste 3 - 6,7%
Sul 1 - 6,2%
Sul 2 - 7,2%
Sul 3 - 7,5%
Por faixa social
Até 545,00 - 3,7%
545,05 a 1.090,01 - 14,6%
1.090,01 a 1.635,00 - 18,7%
1.635,00 a 2.725,00 - 19,6%
2.725,00 a 5.450,00 - 26,2%
5.450,00 a 8.175,00 - 11,5%
8.175,00 a 10.900,00 - 2,3%
Acima de 10.900,00 - 1,5%
Não sabe/Não respondeu - 1,9%
Por escolaridade
Sem escolaridade - 0,3%
Ensino Fundamental - 32,8%
Ensino Médio Completo - 46,3%
Ensino Superior Incompleto - 7,0%
Ensino Superior Completo - 11,9%
Pós Graduado - 1,6%
Não respondeu - 0,3%
Por faixa etária
15 a 19 anos - 12,9%
20 a 24 anos - 11,4%
25 a 34 anos - 21,8%
35 a 44 anos - 20,5%
45 a 54 anos - 16,6%
Mais de 54 anos - 16,9